Pratinho da Cidade 2000 é opção para comemorar o aniversário de 300 anos de Fortaleza
- 07/04/2026

Pratinho atrai clientes para a praça da Cidade 2000 Se o cearense fosse pedir algo para comer e celebrar os 300 anos de Fortaleza, o pratinho seria uma das principais opções. A iguaria é uma das comidas de rua mais lembradas e vendidas pelos fortalezenses. Uma pesquisa identificou que um dos locais mais citados, quando falamos do pratinho, é a Praça da Cidade 2000, conhecida como um polo gastronômico e localizada na Regional 7. 🍽️ O que tem no pratinho? A base costuma ser de duas formas: Baião de dois ou arroz branco. Os cremes de vatapá (de frango ou camarão) e de galinha são indispensáveis. Também é tradicional o uso de paçoca (farofa de carne de sol), carne de sol acebolada e linguiça calabresa. Como acompanhamentos, adiciona-se batata palha e saladas. 🎉 A cidade de Fortaleza completa 300 anos no dia 13 de abril de 2026. O g1 Ceará publica uma série de reportagens contemplando histórias e curiosidades de todas as regionais até a data do aniversário da capital cearense. Além de um polo gastronômico, a Regional 7 abriga muitos ecossistemas, como o das Dunas, na Sabiaguaba; e o costeiro, na Praia do Futuro. Ainda cabe o Parque do Cocó, no bairro homônimo. No total, são 11 bairros dentro dessa regional. Também estão inclusos: Edson Queiroz, Guararapes, Luciano Cavalcante, Manuel Dias Branco, Praia do Futuro I, Praia do Futuro II, Salinas e Sapiranga/Coité. Criado para mensurar a qualidade de vida de uma região, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Cidade 2000 é de 0,56. Abaixo do indicador do Brasil, que marca 0,78. Em comparação com os outros bairros da Regional 7, a Cidade 2000 só fica atrás do Cocó (0,76) e de Guararapes (0,77). Pratinho tradicional com arroz, paçoca e vatapá. Divulgação A importância do pratinho Também chamado de “pratim”, o pratinho ocupa praças e calçadas em Fortaleza, observando-se um misto de relações sociais, econômicas e culturais entre as pessoas que o vendem e os consumidores, ao longo das últimas décadas, como destaca Izakeline Ribeiro, mestre em gastronomia pela UFC. “O que mais me chama atenção é a representatividade que o pratinho tem para Fortaleza. É um patrimônio”, destaca Izakeline. Se antes a iguaria era vendida apenas em festas juninas, o ponto de venda do Pratinho da Linda, na cidade 2000, mostra o contrário: o ponto fica aberto durante todo o ano para atender a demanda dos clientes - entre cearenses, outros brasileiros e estrangeiros. Lindomar Nepomuceno, dona da barraca, está há 15 anos na praça dividindo espaço com os outros permissionários. No começo, ela ajudava apenas a montar as barracas na praça da 2000. Hoje, a rotina começa cedo para abastecer o próprio negócio. Às 9h30 da manhã, Linda checa o que precisa repor e os temperos frescos que precisa comprar. Arroz branco, baião, creme de galinha, vatapá, linguiça calabresa, verduras e a famosa farofa, tudo é preparado durante o dia para ocupar, conforme vontade do cliente, o prato descartável fundo. Com tudo pronto, só sobra tempo de tomar banho e se dirigir à praça que se tornou símbolo na cidade pela gastronomia variada. “Quando eu comecei, sofri bastante rejeição”, lembra Linda. Hoje, ela celebra que o Pratinho da Linda da Praça da Cidade 200 é conhecido em toda capital alencarina. Izakeline conduziu a tese de mestrado “Pratinho: de renda extra à comida de rua popular em Fortaleza”. A jornalista diz que o insumo reforça a tradição cearense. “Nós o encontramos nas praças, na comida de rua, nas festas juninas e muitas pessoas relatam encontrá-lo também durante os aniversários dentro de casa”, elenca. Polo gastronômico A Praça da cidade 2000 se consolidou como polo gastronômico após a ampliação da avenida Santos Dumont em direção à Praia do Futuro. Da mesma forma, o bairro deixou de ser uma área isolada e viu o comércio e o serviço pulsarem ainda mais. O bairro Cidade 2000 foi implantado em 1970. O nome original era Conjunto Habitacional Sítio do Cocó. E a principal função era servir como bairro-dormitório para trabalhadores que atuavam principalmente no Centro e na Aldeota. Planejado com pequenas casas padronizadas e ocupação predominantemente horizontal, o projeto foi assinado pelo arquiteto Rogério Fróes. O nome “Cidade 2000” refletia o imaginário da época, em que o ano 2000 representava modernidade e progresso. Uma característica marcante do bairro é sua organização em 46 quadras cortadas por alamedas com nomes de flores. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
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